
Bom... já que começei a escrever sobre Deficiência Visual (DV), agora vou contar um pouquinho da minha experiência nessa área em 2010.
No inicio do ano de 2010, grupo5, recebi uma criança com DV... percebi tanto em mim quanto nele a insegurança. Era tudo novo! Tanto para mim, quanto pra ele. Ele veio de uma outra escola, então pense como estava a cabecinha dele.
Ele não me aceitava, não ouvia meus comandos, não queria fazer as atividades (abrindo espaço para falar das atividades: esudei para adaptar as suas atividades e não sair do contexto da turma.), jogava cadeiras no chão, "pirraçava' os colegas, foi horrível para mim e também para ele. E sem falar nos seus gritos que me deixavam com uma grande dor de cabeça.
Chegou um dia que não aguentei e chorei. Chorei muito! Pensei em desistir pois aquela situação não estava bom para mim e talvez eu não fosse tão boa professora quanto muitos acreditavam.
Mas, antes de findar o primeiro semestre ele melhorou e eu também. Ambos aprendemos juntos e foi uma experiência única. Aprendi o Braille, tive noções de orientação e mobilidade e vivenciei tudo na prática no curso do CAP em minha cidade (falarei em breve sobre o curso: como foi, o que aprendi, etc.

Quando na primeira reunião de pais, perguntei mãe da criança, quais os pontos que deveriam serem melhorados e quais ela estava satisfeita. Sua resposta:
"Ele fez tudo isso aqui (referindo-se as atividades)? Porque na outra escola ele não fez nem a metade e lá não eram adaptadas!"
Eu quero dizer, que a maioria das atividades adaptei, sendo que as que não foram adaptadas foram realizadas oralmente com a criança. Destacarei no próximo momento com mais descrição sobre esse assunto.
Ele é super engraçado, chegava na escola cantando:"Sinhá moça!" e todos da escola já sabiam da sua chegada.
Aguardem mais, pois meu computador está ruim demais para continuar escrevendo.
Abraços fraternos!
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