Aprender, estudar, construir o conhecimento exige esforço, dedicação, trabalho. O conquistar algo pelo esforço próprio, trabalho e dedicação também é prazeroso! A nossa tarefa, como pais e professores, é dar significado para a criança, tornando prazeroso o que é visto como desprazer”.

(Prof. Samuel R. Lago)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Objetos concretos



Bom... aqui vou escrever um pouco sobre a utilização de OBJETOS CONCRETOS no aprendizado de qualquer criança tendo alguma deficiência ou não.



Trabalhar com objetos concretos facilita muito a aquisição no processo do aprendizado da criança, pois, ela consegue visualizar e perceber as resoluções que na maioria das vezes ficam abstratas e longe do seu alcance.



Principalmente com uma criança com Deficiência Visual (DV), que precisa tocar, manipular e conhecer o que se pretende no futuro. Pois, se sabe que para uma criança com DV o processo é bastante minucioso quando se pretente conseguir algum sucesso no aprendizado da mesma.



Ex. Ao trabalhar contagem, primeiro apresentei tampinhas em seguida expliquei para a criança o que eu pretenia com as tampinhas (soma) para que em seguida ela conseguisse realizar a contagem. E por esse caminho obtive sucesso no momento da parte escrita, ou seja, da parte em que ela registraria através de objetos o que eu queria na atividade.



E para a criança sem deficiência, também ajuda pois a criança passa a assimilar o problema através dos objetos concretos.



Comecem...




Ousem...




E façam a diferença!

Hoje fiz uma aula bastante legal utilizando objetos concretos para que a ciança com DV pudesse, juntamente cm as outras crianças, participar.
Dei tampinhas de refrigerantes a cada dupla. Em seguida, as duplas resolviam um probleminha de acordo com o que era pedido.
Em seguida, cada criança fez sozinha, mas todas ao mesmo tempo, e ela realizou a contagem rápida e eficaz chegando ao resultado esperado; ou seja, ao resultado que queria perceber... o seu progresso...

Obs: Não foi colocado a imagem para não expor a ciança, apenas para registrar o momento da atividade.
Obrigada!

E aí vamos?

Congresso sobre o Bilinguismo.
Palestrantes "de tirar o chapéu".
Deem uma olhadinha, vale a pena!


ACESSE: http://bit.ly/lci1v4

sábado, 30 de abril de 2011

LIBRAS

Galera!
Segue link para que vocês possam conhecer um pouquinho do meu amigo surdo Rimar Romano que tem vários vídeos postados no youtube:http://www.youtube.com/watch?v=dj3MJnJjvsY&feature=grec_index


Visualizem também o site dele:
http://www.ciartesilencio.com.

Deem uma espiadinha! Faz bem!

sábado, 23 de abril de 2011

Galera!

Sigam-me no Twitter: @danmoraiss

Aguardo vocês lá!


E podemos trocar várias ideias!


Beijinhos no coração!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Olá galera!


Desculpem a minha ausência. Mas, devido a muitas atividades extracurriculares (pós, TCC, trabalho) fiquei um pouco afastada, mas voltei e com força total. Se Deus quiser!


Vou apresentar para vocês, atividades adaptadas em Braille para trabalhar com criança com deficiência visual (DV), e também como trabalhar com crianças surdas no processo de aquisição de linguagem na LIBRAS, sua L1, ou seja, sua língua materna.


Apresentarei também, alguns vídeos meus de interpretações em Igrejas, na qual sou intérprete. E alguns links em LIBRAS e também filmes que apresentem tanto em LIBRAS quanto o Braille (não que estejam os dois no mesmo filme, vale salientar!)


Então, vamos trocar experiências nesse mundo inclusivo? Ou que a sociedade está tentando se adaptar à inclusão?


Beijos com gostinho de chocolate, afinal é PÁSCOA!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Como Escrever e Ler em BRAILLE:


O Braille escreve-se com pautas e punções, e também em máquinas datilográficas especiais.

Punção


Reglete e Punção


Datilografia


A escrita pode ainda obter-se por meio de impressoras Braille ligadas a computadores assistidos por software apropriado, a partir da digitação do texto ou do seu reconhecimento óptico.
Lê-se em folhas de papel escritas à mão, datilografadas ou impressas, e em linhas Braille incorporadas em terminais de computador.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Um dos melhores comerciais do mundo

O que é Deficiência Visual (DV)?


Breve conceito...

Definição

O termo deficiência visual refere-se a uma situação irreversível de diminuição da resposta visual, em virtude de causas congênitas ou hereditárias, mesmo após tratamento clínico e/ ou cirúrgico e uso de óculos convencionais.
A diminuição da resposta visual pode ser leve, moderada, severa, profunda (que compõem o grupo de visão subnormal ou baixa visão) e ausência total da resposta visual (cegueira).
Segundo a OMS (Bangkok, 1992), o indivíduo com baixa visão ou visão subnormal é aquele que apresenta diminuição das suas respostas visuais, mesmo após tratamento e/ ou correção óptica convencional, e uma acuidade visual menor que 6/ 18 à percepção de luz, ou um campo visual menor que 10 graus do seu ponto de fixação, mas que usa ou é potencialmente capaz de usar a visão para o planejamento e/ ou execução de uma tarefa.

Os estudos desenvolvidos por BARRAGA (1976), distinguem 3 tipos de deficiência visual:
CEGOS: têm somente a percepção da luz ou que não têm nenhuma visão e precisam aprender através do método Braille e de meios de comunicação que não estejam relacionados com o uso da visão.
Portadores de VISÃO PARCIAL: têm limitações da visão à distância, mas são capazes de ver objetos e materiais quando estão a poucos centímetros ou no máximo a meio metro de distância.
Portadores de VISÃO REDUZIDA: são considerados com visão indivíduos que podem ter seu problema corrigido por cirurgias ou pela utilização de lentes.
Causas
As principais causas da cegueira e das outras deficiências visuais têm se relacionado a amplas categorias:
· Doenças infecciosas;
· Acidentes;
· Ferimentos;
· Envenenamentos;
· Tumores;
· Doenças gerais e influências pré-natais e hereditariedade.

O que é BRAILLE?

Braille é um sistema de leitura com o tato para cegos inventado pelo francês Louis Braille.
O sistema de Braille aproveita-se da sensibilidade epicrítica do ser humano, a capacidade de distinguir na polpa digital pequenas diferenças de posicionamento entre dois pontos diferentes. Um cego experiente pode ler duzentas palavras por minuto.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Um pouquinho de mim...




Bom... já que começei a escrever sobre Deficiência Visual (DV), agora vou contar um pouquinho da minha experiência nessa área em 2010.


No inicio do ano de 2010, grupo5, recebi uma criança com DV... percebi tanto em mim quanto nele a insegurança. Era tudo novo! Tanto para mim, quanto pra ele. Ele veio de uma outra escola, então pense como estava a cabecinha dele.


Ele não me aceitava, não ouvia meus comandos, não queria fazer as atividades (abrindo espaço para falar das atividades: esudei para adaptar as suas atividades e não sair do contexto da turma.), jogava cadeiras no chão, "pirraçava' os colegas, foi horrível para mim e também para ele. E sem falar nos seus gritos que me deixavam com uma grande dor de cabeça.


Chegou um dia que não aguentei e chorei. Chorei muito! Pensei em desistir pois aquela situação não estava bom para mim e talvez eu não fosse tão boa professora quanto muitos acreditavam.


Mas, antes de findar o primeiro semestre ele melhorou e eu também. Ambos aprendemos juntos e foi uma experiência única. Aprendi o Braille, tive noções de orientação e mobilidade e vivenciei tudo na prática no curso do CAP em minha cidade (falarei em breve sobre o curso: como foi, o que aprendi, etc.


Quando na primeira reunião de pais, perguntei mãe da criança, quais os pontos que deveriam serem melhorados e quais ela estava satisfeita. Sua resposta:


"Ele fez tudo isso aqui (referindo-se as atividades)? Porque na outra escola ele não fez nem a metade e lá não eram adaptadas!"


Eu quero dizer, que a maioria das atividades adaptei, sendo que as que não foram adaptadas foram realizadas oralmente com a criança. Destacarei no próximo momento com mais descrição sobre esse assunto.


Ele é super engraçado, chegava na escola cantando:"Sinhá moça!" e todos da escola já sabiam da sua chegada.


Aguardem mais, pois meu computador está ruim demais para continuar escrevendo.




Abraços fraternos!






Feliz 2011!!!


"Todo conhecimento começa com um sonho. O conhecimento nada mais é que a aventura pelo mar desconhecido, em busca da terra sonhada. Mas sonhar é coisa que não se ensina. Brota das profundezas da terra. Como mestre só posso lhe dizer uma coisa: conte-me seus sonhos par que sonhemos juntos."
Rubem Alves

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal!!!


ALFABETO BRAILLE




História de Louis Braille.




Todo mundo tem ouvido falar sobre o Sistema "Braille" para os cegos. Mas, poucas pessoas sabem porque ele é chamado Braille ou quem era Louis Braille.


No ano de 1812, Louis Braille era um menino.

Vivia ele em Coupvray uma pequena cidade a 40 Km de Paris-França. O pai de Louis tinha uma loja, onde se fabricavam artigos de couro. Um dia em que brincava na referida loja, tendo em uma das mãos uma sovela, instrumento cortante, caiu, enterrando a ponta do instrumento em um dos olhos. Mais tarde, contudo, tornou-se cego dos dois olhos. Embora tivesse apenas sete ou oito anos, já era obrigado a andar com uma bengala. O povo de sua cidadezinha se apiedava, quando o via tão pequeno completamente cego, seguindo seu caminho pelas ruas com uma bengala, a fim de encontrar sua direção.

Poucos anos depois Louis entrou para uma escola para cegos em Paris, Lá aprendeu a ler, isto é, aprendeu a reconhecer as vinte e seis letras, sentindo-as com os dedos. Mas as letras tinham muitas polegadas (cerca de 20cm de largura e altura). Este era naturalmente um sistema muito primitivo de ler. Um artigo pequeno enchia inúmeros livros e cada livro pesava 8 ou 9 libras (3,624 Kg a 4,077Kg). Mais tarde, Louis tornou-se professor nesta escola. Ele, todavia, ansiava por encontrar um sistema de leitura bem melhorado para o cego, mas isto não era fácil. Um dia, em visita à sua casa, ele disse a seu pai: "as pessoas cegas são as mais isoladas do mundo. Eu posso descrever um pássaro distinguindo-o de outro pelo som. Eu posso conhecer a porta de uma casa sentindo-a com a minha mão. Mas há inúmeras coisas que eu não posso ouvir nem sentir. Somente os livros podem libertar os cegos. Mas não há livros para lermos".

Um dia, porém, estava ele sentado em um restaurante com um amigo, que o ouvia ler, pacientemente, um artigo de um jornal. Este artigo era sobre Charles Barbier um capitão do Exército, que tinha um sistema de escrever, o qual podia ser usado no escuro. Ele o chamava Escrita da Noite (night-writing).

Na Night-Writing o capitão usava um sistema de pontos e traços. Os pontos e traços eram construídos no papel, assim a pessoa podia sentí-los com seus dedos. Quando Louis ouviu falar sobre isto, tornou-se muito excitado. Começou a falar e a soluçar.

- "Por favor Louis", disse seu amigo. "O que há? Todos estão olhando para você".

- "Finalmente eu encontrei a resposta para o problema do cego", disse. "Agora o cego pode ser livre".

No dia seguinte Louis foi orientar-se com o Capitão do Exército e perguntou-lhe sobre seu sistema. O Capitão explicou-lhe que usava um punção ou estilete, instrumento com ponta afiada para fazer os furos e tracinhos num papel grosso. Uma pessoa qualquer poderia sentir os furos e traços no outro lado do papel. Certas marcas significavam uma coisa, outras marcas, outras coisas. O instrumento que o capitão usava era do mesmo tipo, que o ferira quando brincava há tantos anos antes.

- "Estou certo de poder usar este sistema, disse Louis, para ajudar as pessoas cegas a ler e lhes dar livros".

Este foi um maravilhoso dia para Louis. Mais tarde ele começou a estudar este novo sistema para usá-lo com o cego.

Estudou diferentes maneiras de fazer os furos e traços sobre o papel. Finalmente, conseguiu um sistema simples, no qual usava seis furos em diferentes posições dentro deste espaço. Ele podia fazer 63 combinações diferentes. Cada combinação indicava uma letra do alfabeto ou uma pequena palavra. Havia também combinações para indicar marcas de pontuação, etc. Breve, Louis escreveu um livro usando o Sistema Braille".

Primeiramente o povo não acreditou, que o Sistema de Louis Braille fosse possível ou prático. Uma vez Louis falou diante de um grupo de pessoas. Ele lhes mostrou como podia escrever fazendo estes furos no papel quase ao mesmo tempo que alguém lesse alguma coisa para ele. Mas não lhe deram crédito. Afirmavam ser impossível fazer isso. Disseram inclusive que Louis decorava o que lhe ditavam. Em toda parte era a mesma coisa, as pessoas não acreditaram nele. Em alguns casos por uma razão ou por outra, eles não queriam acreditar. Até o Governo Francês não queria ouvir nada sobre o Sistema de Louis. Disseram que já estavam fazendo todo o possível para o cego.

Louis continuou sempre a trabalhar com seu Sistema.

Agora ele já era um homem doente. Cada ano tornava-se mais doente. Porém, trabalhava e trabalhava com seu Sistema para torná-lo melhor.

Ele construiu um Sistema de pontos para Matemática e Música. Um dia, uma moça que nascera cega, tocava piano, magnificamente, diante de um grande auditório. Todos se encantaram. Então, a moça lhes disse que não deveriam agradecê-la, por tocar tão bem. Deveriam fazê-lo a Louis Braille, só ele tornou possível o seu aprendizado e sua perfeição no piano. Ela lhes disse também que naquele momento Louis Braille era um pobre homem cansado e doente. Ele estava às portas da morte. Subitamente, depois de tantos anos todos começaram a se interessar pelo Sistema de Louis Braille. Os jornais escreveram artigos sobre ele. O Governo interessou-se também pelo Sistema de leitura para cegos. Amigos foram visitá-lo contando o que acontecera. Louis começou a chorar alto, dizendo:

- "Esta é a terceira vez em minha vida que eu choro. A primeira, quando tornei-me cego. A segunda, quando ouvi falar sobre "night-writing" e agora porque sei que minha vida não foi um fracasso."

Poucos dias depois Louis Braille morre. Tinha, ao falecer, somente 43 anos de idade.

Extraído de The Story of Louis Braille

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Vamos falar de/sobre BRAILLE!

"Se os meus olhos não me deixam obter informações sobre homens e eventos, sobre ideias e doutrinas, terei de encontrar uma outra forma."

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Todos devem participar!

Muitas pessoas tem a falsa ideia de que a criança, ou a pessoa com deficiência está inútil às diversas atividades propostas no cotidiano. Sabe-se portanto, que para cada necessidade, ou melhor, para cada ESPECIFICIDADE, pois, cada ser é único independente de ter ou não, uma das funções (refiro-me a funções: neurológica, motor, física, etc.)comprometidas,as atividades devem ser adaptadas ou estarem de acordo para cada criança para que possam atendê-la, e assim, a mesma possa sentir-se parte de um grupo. E assim, basta apenas um olhar diferenciado para que todos participem, lembrando sempre que, para que essa participação realmente aconteça, o professor precisa estar atento aos limites de cada criança. E então, que tal fazermos a diferença?

quarta-feira, 21 de julho de 2010


Inicialmente quero deixar um poema de Mário Quintana para uma possível reflexão acerca do assunto (D)Eficiência.

Deficiências.

“Deficiente” é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.
“Louco” é quem não procura ser feliz com o que possui.
“Cego” é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.
E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
“Surdo” é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.
Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
“Mudo” é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
”Paralítico” é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.“Diabético” é quem não consegue ser doce.“Anão” é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois “Miseráveis” são todos que não conseguem falar com Deus.